A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 08/08/2022
Na série “Control Z”, estudantes temem a exposição de suas informações anônimas na internet, uma vez que suas atitudes no ambiente virtual não condizem com as da vida escolar. Fora da ficção, entretanto, o cenário retratado em “Control Z” assemelha-se a problemática atual da internet como potencial limitadora de expressão e de contato com a realidade, levando a vícios extremos. Nesse sentido, configura-se uma problemática em virtude da má influência midiática e da alienação social.
Em primeiro plano, a má influência midiática fomenta a caótica conjuntura atual. Sob essa perspectiva, Pierre Bourdieu defendia que algo criado como instrumento de democracia não deveria ser convertido em mecanismo de opressão. Sendo assim, as mídias desenvolvem comportamentos opressivos ao possibilitarem que internautas criem realidades alternativas em jogos e redes sociais, incitando a imaginação exarcebada e a criação de personas, sem as devidas orientações a respeito das consequências do abuso da prática, principalmente em jovens, tendo em vista que o vício e o isolamento social e familiar são algumas delas, o que dificulta a resolução do problema.
Consequentemente, o debate insuficiente das problemáticas que se relacionam ao ambiente virtual contribui para a alienação social. Sob esse viés, Schopenhauer defendia que os limites do campo de visão do indivíduo são definidos pela falta de conhecimento. Nessa perspectiva, indivíduos se tornam impossibilitados de reletir e visualizar adequadamente quais ações não são cabíveis no uso das tecnologias, e os motivos que levam a esse uso nocivo, que variam desde a uma tentativa de refúgio à problemas familiares e de pertencimento, o que carece de intervenção.
Sendo assim, medidas devem ser aplicadas para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Justiça, reformular verbas a serem destinadas a criação de camapanhas virtuais com a #OMundoLáFora, a ser veiculada em redes sociais como “Instagram”, contendo especialistas da àrea da saúde mental alertando sobre as consequências do uso indiscriminado das tecnologias e suas razões, a fim de reverter a alienação social e disseminar nos próprios ambientes virtuais o potencial nocivo.