A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 28/08/2022
Assim como um machado, a internet é uma ferramenta. Seja para cortar lenha ou assassinar um ser humano, o objeto não será mais do que uma ferramenta. Entretanto, a internet tem a capacidade de conectar pessoas, desejos e interesses, o que torna ela algo além. Considerando também seu potencial para alienação, grandes empresas utilizam-se dela para anunciar e vender seus produtos de forma cada vez mais invasiva.
Do mesmo modo que a energia elétrica, a internet passou a ser mais do que um meio e se tornou algo estrutural, essencial e vital. O que inicialmente eram textos criptografados, joguinhos de computador e mensagens enviadas em conexões lentas, hoje se tornou fonte de renda, entretenimento e comunicação internacional. Ela deixou de ser um simples objeto, para se tornar uma viga em que a sociedade se acomodou em cima.
Em 1984, de George Orwell, existem as chamamas “teletelas”, que são dispositivos que transmitem propaganda politíca 24 horas por dia. Ao acordar, a primeira coisa que checamos são as mensagens no celular, ao dormir se o alarme está configurado devidamente. Dispositivos com conexão a internet estão em todo lugar. Celulares, computadores, televisores. O ser humano moderno é tão alienado quanto o de 1984. A diferença está no “maestro” responsável, hoje grandes empresas, pelo conteúdo apresentado, que hoje não buscam só poder, mas também dinheiro. Ao invés de somente propaganda politíca, temos de produtos, que não possuem nenhuma utilidade, procedimentos estéticos, eventos, lugares e propaganda politíca.
Portanto, a internet apesar de se apresentar como uma ferramenta com grande potencial para auxiliar a vida humana, ela é explorada por grandes corporações de forma material e prejudicial. Sendo vital, que o poder executivo e legislativo apresentem projetos de lei, como a LGPD, que restrinjam o poder dessas empresas na rede, garantindo recursos para o pleno julgamento no judiciário e para que haja mais liberdade dos usuários.