A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 28/09/2022

Na obra “Utopia”, do Inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto ao que o autor prega, uma vez que a problemática sobre a internet facilitar a informação, mas restringir a capacidade de reflexão apresentou barreiras, as quais dificultam a concretização de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do uso excessivo da internet quanto da falta de orientação dos responsáveis e do Ministério da Educação. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Primordialmente, é fulcral pontuar que a perda de senso crítico das pessoas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as pessoas tendem a estar conectadas o tempo todo e, assim, perdem a capacidade de questionar, formular perguntas e tomar decisões de autoria consciente. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Além disso, é imperativo ressaltar a falta de observação como promotora do problema. De acordo com o artigo 932 do Código Civil, os pais têm o dever de vigilância, e, quando falham, podem responder por negligência. Entretanto, apesar da existência da lei, o uso demasiado e sem cautela da internet já foi normalizado. Já que a tecnologia não possui por si só, limites para o usuário, contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, com o intuito de mitigar a falta de senso crítico, necessita-se, urgentemente, que o Governo direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em aulas e palestras de conscientização, através de todas as escolas, com a ajuda dos professores, que irão discutir com seus alunos acompanhados dos seus responsáveis, que devem auxiliar e se conscientizar sobre o assunto. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da ausência do olhar crítico, e a coletividade alcançará a Utopia de More.