A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 25/10/2022

Atualmente, é comum observar pessoas cabisbaixas olhando para seus celulares com fácil acesso à internet e a informação instantânea. Esse cenário se tornou muito usual devido ao grande avanço tecnológico mundial recente, que incorporou essas praticidades ao nosso dia-a-dia. No entanto, com esse amplo acesso a um mundo completamente virtual e imersivo, as capacidades de reflexão do indivíduo diminuiram, pois as interações foram substituídas pelo uso dos smartphones. Então, remediar o uso de internet e o vício que a mesma traz, é imprescindível para um mundo mais comunicativo.

Contudo, a internet não precisa ser vista como um mal ou um perigo. Apesar do vício que ela traz, as novas demandas educacionais são de que haja mais integração da sala de aula com os meios digitais. Isso porque de fato, a internet seria o caminho mais prático e facilitador de se achar as respostas. No entanto, é ai que o problema se encontra. No momento em que todas as suas respostas são saciadas instantâneamente, não há mais necessidade de reflexão, logo, o ser humano conforme abusa da tecnologia vai perdendo seu poder de reflexão e interação com os outros, uma vez que esse não aparenta ser necessária.

Um estudo recente revelou que o indivíduo contemporâneo olha para o seu smartphone em média 150 vezes ao dia. Esse número parece absurdo mas se pararmos para analisar, quem nunca ligou seu celular e ficou encarando a tela de início simplesmente para se demonstrar ocupado e fugir de certas situações corriqueiras? Essa prática é cada vez mais usual e só mostra como o uso equivocado da tecnologia prejudica a capacidade interativa do ser humano.

Considerando esses aspectos, é evidente a necessidade de medidas que ajudem a reverter a situação. Logo, o uso de smartphones deveria ser mais abordado em escolas, com um auxílio ideal que direcione o internauta a fazer um uso produtivo do mesmo, proporcionando discussões que possam remediar tanto o uso da internet quanto a capacidade de reflexão e interação do aluno. Só assim, a pratica viciante de mexer no celular casaria perfeitamente com a capacidade reflexiva do aluno, e tornaria essa prática algo não prejudicial a outras vertentes sociais e reflexivas do indivíduo.