A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 10/11/2022

A industrialização levou a criação de diversas tecnologias, como a internet, que mudou totalmente o mundo e as relações sociais. O acesso a web trouxe um elevado nível de globalização, que torna viável tanto a conexão rápida com pessoas do outro lado do mudo, quanto o acesso a qualquer tipo de informação. Embora haja tantas qualidades trazidas pela conexão na palma das mãos, não se pode deixar de discutir como as informações a curta distâcia poder criar uma geração preguiçosa.

Em princípio, é importante trazer a tona os benefícios que a internet criou para a população. As ferramentas de pesquisa tornaram extremamente fácil responder as perguntas cotidianas, mudando as relações escolares e diminuindo as desigualdades no aprendizado, geradas pelas desigualdades sociais. Nesse sentido, teoricamente, desde que tenha como acessar o mundo virtual, você possui o poder para aprender e desenvolver seus conhecimentos.

Entretanto, apesar de tantos pontos positivos, acomodar as condições de facilidade postas pela internet pode se tornar um problema. Para John Locke, sociólogo inglês, o ser humano é naturalmente egoísta e individual e essas características nos tornariam constantes necessitados por posses e conhecimento, por essa lógica, não seriamos capazes de nos tornarmos seres preguiçosos nessas condições. Contudo, as ideias defendidas por Locke no século XVII não se aplicam ou concordam com o que vem acontecendo. Mesmo com a capacidade de obter a resposta para quase tudo, não há interesse o suficiente para fazer as perguntas ou refletir, essas respostas prontas geram perguntas prontas que não expandem a capacidade de pensar.

Portanto, para que a geração que está se formando na atualidade seja mais interessada em ampliar suas ideias, é necessário que as instituições de ensino criem priojetos que, por meio de encontros ou trabalhos, estimulem as crianças e adolecentes a pesquisarem e realmente aprenderem sobre assuntos diversos que tenham vontade de entender, criando a possibilidade de apresentarem se sentirem dispostos. Dessa forma, explorando as preferências dos próprios alunos, seria viável a criação de um ambiente em que estejam mais motivados a refletir.