A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 14/04/2023

A imprensa criada por Gutemberg ampliou o acesso à informação por meio de impressões de livros e jornais, fato que, revolucionou a sociedade em um contexto de forte influência da igreja. Nessa perspectiva, a internet abrangiu uma rede de dados muito mais ampla,de modo a inserir o ser humano em uma globalização, entretanto, a grande densidade informacional corroborou para a restrição da capacidade de reflexão humana. Com isso, a escassez educacional se tornou um impasse, como também, a alienação do homem aos aparelhos tecnológicos.

Diante desse cenário, é importante ressaltar que o bombarbeamento de informações não contribui para estimular o ser humano a pensar. Nessa lógica, o pedagogo brasileiro Gilberto Freyre criou a tese de “educação como libertadora” em que esta é a única capaz de retirar o homem da “gaiola da ignorância”. Nesse contexto, a escassez educacional é uma problemática relevante, haja vista, que o mar de dados na internet se torna inútil em uma sociedade despreparada, pois a informação seca não estimula nenhum método reflexivo. Dessa forma, a imprensa criada por Gutemberg perdeu um de seus motivos de criação em uma sociedade que negligencia o pensamento.

Outrossim, a alienação provocada pelos aparelhos tecnológicos torna o ser humano indiferente na apreensão da informação. Nesse sentido, o fordismo- técnica de produção- adotava práticas repetitivas no processo do trabalho, de modo a alienar o indivíduo. Com essa proposição, a divulgação em massa de informações contribuiu para banalização do pensamento e na constituição de uma sociedade que ver o processo de reflexão como algo ocioso. Portanto, a “gaiola da ignorância” se torna uma realidade com a indiferença do método reflexivo.

Em suma, discutir acerca da internet e informação com a restrição da capacidade de reflexão é fundamental. Logo, o Estado- órgão de maior hierarquia- deve incentivar o sistema educacional na formação de indivíduos conscientes sobre o processo informacional, por meio de políticas públicas, a fim de tornar os cidadãos em construtores de ideias e pensamento. Dessa maneira, a constituir uma sociedade desalienada.