A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 29/05/2023
A Indústria Cultural é um conceito introduzido por Horkheimer, que pode ser definida como um meio de se promover a alienação de uma classe dominada por outra, através do uso de meios de comunicação. Essa conjuntura, não é distante da realidade do Brasil, onde a ineficácia da ação escolar somada à negligência estatal, configuram-se como agravantes dos prejuízos da internet como facilitadora do acesso à informação e restritora da capacidade de reflexão. Sendo assim, medidas são necessárias para atenuar a problemática em questão.
Sob essa análise, é fulcral mencionar que a maioria da população brasileira, não possui o conhecimento adequado sobre o uso e perigos das tecnologias digi -tais. Nesse contexto, examina-se a quebra de teoria de Durkheim de que as institui-ções de ensino são responsáveis por inserir o indivíduo socialmente e criar uma consciência social social. Desse modo, uma reorganização estrutural dessa institui-ção é precisa, visto que essa carência agrava o problema da perda de capacidade reflixa com uso da internet, por conta da falta de domínio desse meio.
Em segunda instância, cabe ressaltar que o Governo carece de fomentar e in-vestir em projetos que venham adicionar recursos de pesquisa e aprendizado mais ativos no ambiente virtual, pois essa ausência gera uma população com o acesso à informação mas sem saber o que fazer com essa. Tendo isso em vista, observa-se a ruptura da ideia levatanda por Thomas Hobbes, que o Estado é responsável por as-segurar o bem-estar social. Logo, uma mudança de estratégia é importante, com o fito de que sua atribuição de regulador dos preceitos constitucionais seja feita.
Depreende-se, portanto, que recursos são imprescindíveis para mitigar o pro-blema da perda de capacida reflixa pelo uso da internet. Para isso, o Ministério da Educação - como intermiador das escolas no país - precisa promover debates sobre o uso de computadores no aprendizado, por meio da contratação de profissionais da área para agragar conhecimento e afirmar a função social básica e primordial de tal instituição social. Ademais, o Governo, como mediador da lei, deve incentivar a criação de progamas e aplicativos interativos de estudo no ambiente virtual, por intermédio de incentivos fiscais para empresas que apoiaram essa atitude. Assim, garantir-se-á uma sociedade sem influência da Indústria Cultural.