A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 13/09/2023

Sabe-se que a internet se encontra no cotidiano de várias pessoas do mundo. Conforme a plataforma de notícias UOL, cerca de 60% da população a utiliza diariamente, dentre esses há idosos, crianças e jovens. Sendo assim, faz-se necessário maior incentivo nas escolas para que os alunos reflitam mais sobre os assuntos pertinentes a sociedade e não apenas “deem um Google”.

Em primeiro lugar, existe no Brasil um grupo de diversas pessoas chamado “analfabeto funcional” que segundo o site de notícias G1 em 2021 atingiu 29% da população brasileira. Isto provém de vários problemas, como a falta de investimento na educação pública e se agrava com a utilização da internet de forma superficial. Ou seja, estes são formados no ensino básico por exemplo, mas não desenvolveram a capacidade de reflexão (que abrange interpretação e pensamento crítico) e muitos utilizam a internet a seu favor pesquisando de forma superficial e reproduzindo a frase que primeiro lhes aperece. Contudo, essa não é uma solução efetiva, pois a longo prazo é uma informação que será esquecida.

Em segundo lugar, a reforma do ensino médio é um fato que irá acentuar essa questão, por conta que matérias como filosofia e sociologia não são mais obrigatórias, e essas são as principais responsáveis pela construção da capacidade e do desenvolvimento da habilidade de reflexão, é o momento em que os alunos dialogam sobre as causas sociais e compreendem sua importância. Ademais, tendo em vista que a integração entre educação e tecnologia tem aumentado, e que os alunos principalmente da rede de educação pública estão absentos dessas temáticas, é um cenário que terá como resultado o não desenvolvimento do que está sendo apontado, apenas irão pesquisar e reproduzir.

Diante do exposto, o governo, mais especificamente o Ministério da Educação, deve incentivar a capacidade de reflexão nas escolas, pois é onde muitos frequentam, por meio da reinserção das aulas de filosofia e sociologia como obrigatórias, em virtude do desenvolvimento dessa habilidade sem a dependência frequente da internet.