A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 22/05/2024
De acordo com o Mark Zuckerberg, dono do Facebook, hoje uma criança, por meio da internet, tem mais acesso à informação que o maior dos Imperadores ro-manos tinham a sua época, mas não tem um décimo da sua capacidade de refle-xão. De mesmo modo, hoje, as crianças têm acesso facilitado às informações va-riadas, porém não o mesmo nível de senso crítico, gerando graves riscos, como manipulação. Nesse sentido, essa problemática ocorre em virtude da omissão go-vernamental e da falta de criticidade dos cuidadores.
Dessa forma, em primeiro plano, é preciso atentar para o descaso estatal em relação ao acesso sem restrições por parte de usuários de todas as idades a con-teúdos explícitos. Segundo John Locke, “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. No entanto, a inércia governamental direcionada à tais pessoas não cumpre com o previsto na Carta Magna, que é a proteção da infância e da juven-tude visto que não cria restrições eficazes para limitar o acesso aos conteúdos prejudiciais. Isso contribui para que a proteção da infância seja cada vez mais ne-gligenciada.
Além disso, a falta de criticidade dos pais é um fator agravante no que tange ao problema. Conforme o ECA, é responsabilidade dos pais, governo e toda a so-ciedade a defesa da infância. Contudo, este papel não é observado quando ocor-re “abandono digital”, que é o ato de negligenciar o cuidado ao oferecer smartphones para criança no lugar da educação paterna. Diante do exposto, as crianças se tor-nam alvos fáceis a potenciais abusadores e ainda podem desenvolver problema neurológicos decorrentes do uso excessivo às telas.
Portanto, é necessário que esta situação seja combatida. Para isso, o governo, por meio de poder legislativo deve promulgar leis que protejam a população infantil de perigos da internet, restringindo o acesso desse grupo a conteúdos prejudiciais, para evitar futuros danos psicológicos e físicos em crianças. Paralela-mente, por meios de comunicação, o governo Federal combater o “aban-dono digital” junto aos pais mostrando os risco e implicações legais de tal crime. Assim, será possível minimizar esta questão, pois será possível proteger a infância, como propõe o ECA.