A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 08/07/2024
O livro “Cidadão de Papel”, escrito por Gilberto Dimestein, aborda a violação dos direitos garantidos constitucionalmente. Fora da ficção, no Brasil atual, é possível identificar a crítica exposta na facilitação exacerbada do acesso à informação digital, visto que parte da sociedade não tem conhecimento sobre como refletir diante de tais mensagens recebidas. Nesse viés, analisa-se a falta de debates e a ineficácia legislativa como pilares do problema.
Nesse contexto, evidencia-se que o silenciamento é um fator determinante para a persistência do problema. Nessa perspectiva, pode-se citar a série Black Mirror, a qual demonstra que o indivíduo é levado pelas escolhas da massa e não reflete como isso pode ser prejudicial para a sociedade. Para além das telas, pode-se observar que pouco se fala sobre a capacidade de reflexão diante do acesso à informação nas redes sociais e no plenário, fator que potencializa a disseminação de fake news e alienação, análogo ao da série supracitada. Assim, é urgente tirar o tema do silenciamento.
Além disso, é evidente que a ineficária legislativa influi fortemente na consolidação da problemática. Sob essa ótica, cabe mencionar que, de acordo com a Constituição Federal, todos os seres humanos possuem os mesmo direitos acerca da liberdade de expressão consciente. Contudo, a existência da informação facilitada e com pouca restrição para o criador de conteúdo demonstra a falta de efetivação das leis impostas, uma vez que os influenciadores manipulam as redes digitais e dominam os pensamentos da população. Isso torna possível o aumento do número de pessoas não reflexivas, logo, o agravamento do quadro existente. Desse modo, a base legal deve ser fortalecida para que o impasse seja resolvido.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver os problemas discutidos. Diante disso, é preciso que o Minitério das Comunicações, por meio de uma campanha nacional, promova a divulgação de postagens informativas acerca da necessidade de refletir sobre as informações, com a finalidade de mitigar o silenciamento existente e diminuir o número da manipulação digital. Para tal, a ação deve ser transmitida nos canais abertos e nas redes sociais do Governo. Ademais, espera-se que a cidadania possa sair do papel e se tornar concreta.