A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 28/07/2024

Após a Revolução Técnico-Científica o tecido social modificou-se completamente para adequar-se às demandas do mercado informacional. Por outro lado, o advento da tecnologia também ampliou a disseminação de informações para a sociedade, democratizando o acesso ao conhecimento. Esse fenômeno revolucionário, no entanto, traz consigoalgumas mazelas que afetam o campo da coletividade, haja vista que a massificação do saber, sem um preceito conformativo, pode gerar, perigosamente, as chamadas “fake news” e, além disso, corroborar para a falta da reflexão, essencial para o indivíduo e sua existência.

Sob esse viés analítico, nota-se que a ideia de internet como fonte de saber é interessante, porém, de certo modo, arriscada. Nesse contexto, o físico moderno Albert Einstein alertou, durante o projeto de desenvolvimento de armas nucleares, que o conhecimento é, por sua natureza, produto da intencionalidade do ser, não podendo ser atribuído lhe o conceito maniqueísta. Sob tal ótica, a relação da internet com a informação assemelha-se ao argumento do cientista, tendo em vista que a liberação da sabedoria pela internet depende de um interlocutor, o qual irá aprender com a internet, entretanto, esse meio de comunicação está contaminado por nóticias falsas, nesse raciocínio, o conhecimento adquirido poderá não ser confiável. Logo, deve-se avaliar a internet e a segurança antes de torná-la docente.

Além disso, é notório que o uso do meio virtual como professor pode criar uma zona de conforto. Nessa lógica, o ato de aprender é uma relação bilateral, principalmente, por parte do aluno, pois deve exercitar sua reflexão àquilo que está aprendendo, mas será que a internet dar-lhe-á o suporte necessário.

Diante dos argumentos supracitados, portanto, necessitar-se-á da avaliação e debate sobre a busca intelectual por meio da internet e suas consequências ao pensamento crítico do humano. Desse modo, o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério das Comunicações, deve criar campanhas de conscientização, por meio das mídias sociais, sobre a tecnologia na função de democratizar o conhecimento e, ademais, fomentar o debate sobre o tema, objetivando estabelecer ideias sobre o tema.