A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 13/03/2025

O século XXI é considerado o ano da revolução tecnológica, com isso, a nova geração nasce em um ambiente também virtual, onde milhares de interações acontecem de forma rápida. Porém, o filósofo Sócrates já dizia que “Uma vida não refletida não vale a pena ser vivida”, ou seja, do que adianta estar inserido na era da informação se você não consegue tranformar essa consumação excessiva em conhecimento.

Nesse contexto, uma pesquisa realizada pela Universidade da Noruega revelou que quase a metade da geração Z perderam a habilidade da escrita manual, caligrafia boa e construção de parágrafos longos. Isso é um exemplo de como a rede social limita a capacidade de refletir, já que em alguns aplicativos há uma limitação de 200 carácteres, o que impede a elaboração crítica de uma resposta e te coloca em um ambiente passivo, onde a informação é mais consumida do que produzida.

Ademais, outro exemplo, é a evolução da inteligência artificial, como Chat GPT, onde se é possível obter respostas para quase todas as perguntas, porém, um estudo feito pela International Journal of Educational Technology in Higher Education, revela como o seu uso constante nos ambientes acadêmicos pode contribuir para a procrastição de um pensamento crítico, já que muitos alunos utilizam essa ferramenta para muitas pesquisas, impedindo o seu desenvolvimento pleno.

Paralelamente, no ano de 2024, a Oxford nomeou a palavra “brain rot” ou “cérebro podre” como a palavra do ano, e significa a detoriação intelectual. Um exemplo mundial de como lidar com esses problemas é a Austrália, que proibiu o uso de celulares nas escolas e obrigou as Bigtechs a proibirem o uso de menores de idades em seus aplicativos.

Destarte, não há como responsabilizar os pais por um problema global, é preciso que o Governo, por meio do Ministério da Justiça, elabore textos que crie leis que fiscalize as BigTechs, a fim de minizar esses problemas com a regulamentação.