A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 04/06/2025

Bill Gates, pioneiro da inovação tecnológica e empresário criativo, desenvolveu plataformas que tornaram o uso do computador algo acessível, tanto em ambientes domésticos quanto corporativos. Entretanto, embora o mundo digital tenha inovado, as formas de trabalho e os rumos tomados pela internet em relação ao acesso à informação podem gerar consequências prejudiciais. A sobrecarga informacional, resultante do acúmulo excessivo de dados, tem efeitos deletérios, prejudicando a capacidade de reflexão crítica.

Primeiramente, um dos fatores incisivos no que tange questão ao excesso de informações no qual um indivíduo acessa diariamente, afeta a psiqué do mesmo. Ademais, isso acontece pelo fato de que a reflexão torna-se praticamente ambígua ou inexistente no que diz respeito à interpretação da leitura, pois, quando uma pessoa absorve informação das mais diversas fontes, ela nem sempre tem tempo de refletir sobre o que leu, tanto pelo medo de ficar de fora, quanto pelo excesso de notícias.

Não obstante, segundo o Jornal da USP, brasileiros passam em média 56% do dia em frente às telas de smartphones e computadores, sendo mais da metade do tempo diário consumindo inúmeros assuntos, isso inclui tanto novidades a respeito do cotidiano, como também notícias vindas do exterior. Como os fatos abordados não se restringem a comunidade na qual a pessoa está inserida, o indíviduo começa a se preocupar com assuntos que acontecem fora de seu convívio social, como conflitos e doenças novas surgindo, mesmo que elas estejam fora do alcance. O acúmulo de todas essas informações é algo prejudicial para o psicólogico dos leitores, e ainda pode sobrecarregar a mente, como efeito, o usuário não questiona ou reflete sobre aquilo que leu, apenas se preocupa.

Por fim, medidas cabíveis são necessárias, o Ministério da Ciência, junto ao Governo Federal devem se reunir com os donos de empresas da grande mídia com o propósito de fazer campanhas publicitárias dentro das escolas e faculdades, no intuito de incentivar os indivíduos a não somente sobrecarregar o próprio consciente, mas gerar reflexão ativa, para que as informações não sejam responsáveis por ofuscar a reflexão de quem leu o assunto.