A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 01/07/2025
O artigo 5° da Constituição Federal de 1988 defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito em relação a facilidade da internet em contrapartida da capacidade cognitiva, o que, além de grave, torna-se um problema inconstitucional. Desta forma, observa-se que o uso abusivo de tecnologias reflete um cenário desafiador, seja em virtude da má influ-ência midiática, seja pela falta de debate.
Em primeiro plano, evidencia-se que a má influência midiática é uma grande res-ponsável pela complexidade do problema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanis-mo de opressão. Nesta perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de pro-mover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na con-solidação do impasse.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de debate. O filó-sofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silencia-dos para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno do uso excessivo de internet, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sério e incisivo para esse desafio, sua reso-lução é impedida.
Portanto, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializa-das, devem desenvolver condutas que revertam a má influência midiática sobre a dependência tecnológica e do comprometimento da capacidade de reflexão. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que aler-tem acerca das reais condições desse entrave. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de consci-entizar a população quanto as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.