A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 31/07/2025
A animação “Wall-e” retrata em sua narrativa as consequências de uma socie-dade altamente tecnologica, com enfoque nas práticas sedentárias e na alienação de pensamento. Nesse sentido, a abordagem narrativa mostra-se um bom alusor com a realidade hodierna brasileira, onde a facilidade de informação atuou direta-mente na diminuição do pensamento crítico. Desta forma, pode-se atribuir o uso e-xacerbado das tecnologias de Inteligência Artificial e a mídia alienadora como res-ponsáveis pelo agravo do quadro exposto, tornando essa discussão relevante.
Precipuamente, é necessário constatar que o crescente uso indevido do adven-to da IA contribui para a limitação do pensamento crítico. Sendo assim, uma maté-ria veículada em 2025 pela BBC alertou sobre o uso dessa tecnologia para ativida-des como estipulação de metas, trabalhos acadêmicos e até mesmo conselhos pessoais, evidenciando a substituição da reflexão crítica pela ferramenta virtual. Com isto, a capacidade reflexiva torna-se desfuncional diante do abuso do pensa-mento robotizado, fazendo com que a internet auxilie diretamente na restrição do potencial cognitivo, especialmente a partir da criação da Inteligência Artificial.
Outrossim, a atuação da mídia mostra-se conivente com a alienação do pensamento e reforça o cenário atual. Nesse viés, a distopia “A revolução dos bichos”, de George Owell, exemplifica o uso da mídia para a disseminação de um viés hierarquico e para a restrição do pensamento crítico, como também pode ser constatado fora da ficção, com veículos midiáticos cada vez mais enviezados e que contribuem para a disseminação de uma ideologia dominante. Dito isto, a atuação prejudicial desse advento contribui para diminuição da capacidade reflexiva na Era da Informação e forma indivíduos cada vez mais alheados na sociedade.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas acerca da atuação da Inte-ligência Artificial e da alienação midiática. Por isso, é necessário que o Ministério de Ciências e Tecnologia da Informação atue na fiscalização das IAs, por meio da buro-cratização e de campanhas conscientizadoras veículadas na mídia, a fim de desper-tar o uso frutífero das mídias e controlar o poder da nova ferramenta de robôs. Assim, o Brasil caminhará para uma sociedade que desfrute do deleite da facilidade de informação ainda que sem restringir a capacidade reflexiva.