A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 28/08/2019

Justiça: O analgésico da saúde

A criação do SUS, Sistema Único de Saúde, foi reflexo da luta pelo direito à saúde, por meio da Constituição Federal de 1988. Seu objetivo inicial era promover à população acesso igualitário a estes serviços. No entanto, em um país de proporções continentais, manter a demanda de medicamentos e serviços devidamente abastecida é um grande desafio, o que muitas vezes resulta em processos judiciais.

Em primeira análise, deve-se observar a saúde pública não parece ser prioridade nas políticas do Brasil. Tanto nos governos anteriores, quanto no atual, enquanto a população padece por medicamentos caros, procedimentos camplicados e gigantescas filas de espera, a administração Federal opta por congelar investimentos destinados à saúde por 20 anos, pela Proposta de Emenda à Constituição de 2016. Esse cenáriomostra que o direito à vida está sendo vilipendiado danação, obrigando estes a recorrer judicialmente pela sua vida

Ademais, o descaso com os bens adquiridos é outro fator preponderante. Segundo dados do jornal O Globo, o Brasil perde em média 3 órgãos destinados a transplantes por dia. Esse desrespeito com a família do falecido e o paciente faz a credibilidade do sistema ir “por água a baixo”, o que prejudica o interesse pelas futuras doações e condena centenas de pessoas a morte.

Torna-se claro, que os empecilhos enfrentados pela saúde resultaram na justiça como a única alternativa de sobrevivência. Assim, cabe aos hospitais do país elaborar campanhas de doação e arrecadação de fundos na comunidade, e a partir disso instigar os mesmos a lutar pela saúde, no intuito de amenizar e criar um senso crítico para contestar contextos de perda de órgãos ou falta de medicamentos. Somente assim, com Saúde e Justiça de maos dadas que o Brasil estará um passo a frente rumo ao progresso.