A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 08/10/2019

Que a saúde pública é um caos, todos sabemos. Agora, imagine se em um sistema que  falta gaze para fazer um simples curativo terá condições em arcar com medicamentos caríssimos para doenças e de difícil tratamento? Não tem, não tem verba, não no tempo certo ao menos. Essa é a realidade de inúmeros brasileiros, que, dependem de auxilio do sus para continuar vivendo.

Cada ano que passa a justiça recebe mais pedido de ajuda de brasileiros que não conseguem sozinhos o básico para sua sobrevivência, um tratamento de qualidade para sua condição de saúde. De acordo com a constituição, essa é a responsabilidade do estado, cuidar dos seus jurisdicionados. ‘‘E sob qual condições?’’ pergunto .

A falta de verba não é motivo para o estado lavar as mãos enquanto tantos brasileiros padecem, algo há de ser feito. Achar uma solução para um problema tão grande, é praticamente impossível, mas, desistir não é uma opção.

Alguns deslocamentos de recursos podem trazer um melhor aproveitamento em detrimento não só dos doentes até em então identificados, mas dos que virão.

Por exemplo, seria o caso do estado destinar uma verba maior as pesquisas que teriam como foco diminuir o custo dos medicamentos, priorizando ativos nacionais para o tratamento das patologias mais onerosas. Outra opção, é o investimento em politicas de prevenção das doenças mais comuns, onde é possível a diminuição da sua incidência, e com isso pouparíamos recursos e redirecionaríamos para investir em mecanismos de investigações primárias de novas patologias.

A verdade é que o compromisso do estado em fornecer saúde se interliga diretamente  com o de oferecer qualidade de vida, e com melhores tratamentos e uma medicina diagnostica mais eficiente poderíamos fornecer ambos, tratamento e qualidade de vida e assim atingir o objetivo primordial que a constituição nos incube: preservar a vida.