A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 03/02/2020

O Brasil é um dos países privilegiados por possuir uma política de atendimento gratuita à população, como o Sistema Único de Saúde (SUS), que auxilia a população no processo de aquisição de medicamentos, exames e tratamentos, no entanto, do mesmo modo em que auxilia a população, não atinge de maneira eficaz a todos os que necessitam desta política, devido a burocratização e desvalorização da saúde do indivíduo, o que leva o cidadão a judicializar este processo.

A licitação para aquisição de medicamentos e ausência, colocam em desespero todos aqueles que demandam do tratamento para ficarem seguros de suas vidas, após a frustração de não poderem tê-los no tempo necessário, os pacientes sofrem e dão início a outras doenças psiquiátricas como a ansiedade e depressão, por ora, acarretando o agravamento do quadro clínico do paciente, contribuindo para sua auto-desvalorização da vida e déficit de sua esperança.

Outrossim, judicialização é único meio encontrado por pacientes para realizar este apelo, explícitando a contrariedade ao pensamento Aristotélico, que demonstra a política como utilidade em prol da coletividade, oposição explicíta por Bom dia Rio, que realizou uma matéria sobre pacientes que aguardavam o medicamento para doença muscular de Pompe, portanto, brasileiros conviventes com este tipo de burocratização, que pode durar mais de anos, provam da ausência de democratização de acesso ao tratamento necessário, eficiente e agilizado.

Contudo, cabe ao governo, juntamente com as secretarias de saúde, desburocratizar e ampliar o tratamento necessário para toda a sociedade, demasiando os investimentos na saúde pública, implementando políticas que atenda com agilidade todos os que necessitam de prioridade  assim como sugere o filosófo Platão quando sanciona ‘‘a necessidade é a mãe das invenções’’, afim de atender a toda a população promovendo a igualdade e justiça através das inovações.