A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 26/04/2020
No século XX, ocorreu o Movimento de Reforma Sanitária, cujo principal feito foi a universalização do acesso à saúde e estipulou essa ação como dever do Estado. Contudo, nota-se que, na prática, o sistema continuou sendo ineficiente para a maior parte da população e, assim, a judicialização tornou-se crescente no Brasil. Diante disso, cabe analisar a conduta estatal e os profissionais que atuam nesse cenário como fatores que contribuem para a ocorrência desse processo.
Em primeira instância, convém destacar que a negligência Estatal é uma das principais causas para a judicialização da saúde no país. Segundo dados da OMS- Organização Mundial da Saúde-, o Brasil é a nona nação que mais investe em saúde no mundo. Essa realidade enfatiza a ineficiência da gestão governamental no setor, uma vez que, apesar de elevados investimentos, a péssima administração e a corrupção afetam a execução da plena saúde no país, o que obriga a população a obter seus direitos por meios jurídicos. Nesse sentido, é notório revelar que a o mau uso dos recursos financeiros está diretamente ligado ao aumento da judicialização, visto que funciona como um gargalo para a saúde.
Ademais, é valido mencionar que o modo como os funcionários da saúde tratam os pacientes também está contribuindo com o aumento de processos na área. Na atual conjuntura, tal realidade advém do desfalque de verbas que compromete o salário dos profissionais e a estrutura física do local de trabalho. Essa vertente catalisa um ambiente estressante para os funcionários, que acabam fornecendo um mau atendimento e sendo até negligentes em alguns casos. Então, nota-se que o bem-estar de quem trabalha no sistema também pode ser um obstáculo para a execução da saúde no país.