A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 30/06/2020

A Constituição Federal de 1988 garante a todo cidadão brasileiro o direito à saúde. No entanto, não é de hoje que se observa uma precariedade ao atendimento da área. Ademais, parte do dinheiro a ser investido não chega ao destino devido ao desvio de verbas públicas, tornando o problema ainda maior.

No Brasil, foram cortados os investimentos na distribuição de remédios para reduzir gastos, fato este que prejudicou a população. De acordo com o site G1, em 2016, o Mato Grosso diminuiu o fornecimento gratuito de remédios para o tratamento de doenças graves. Assim, muitos pacientes que não têm condições para comprar os medicamentos são afetados e a saúde dos mesmos é colocada em risco.

Também, os atos de corruptos contribuem com a falta de melhorias nos hospitais. São muitos os casos de desvios de verbas que deveriam ser destinadas aos investimentos em infraestrutura, compra de medicamentos e pagamento de funcionários. Como consequência, é notado o enfraquecimento da qualidade nos serviços, visto que vários pacientes deixam de ser devidamente atendidos por conta da ausência de equipamentos médicos.

Ainda que com a economia do país fragilizada, o corte dos investimentos na saúde não pode ser cogitado, pois parte dos cidadãos depende desse amparo. Assim, o governo deve ser mais rígido nos casos de corrupção e agir conforme prevê a lei, punindo os envolvidos e fazendo com que essa situação não se repita. Além disso, as autoridades devem diminuir gastos em outras áreas, continuar distribuindo remédios e investir na infraestrutura dos hospitais. Desse modo, não será mais necessário o envolvimento do Poder Judiciário nas questões da gestão da saúde.