A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 25/04/2020

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para muitas pessoas, que acabam por ser gravemente afetadas pela baixa qualidade da saúde pública. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por esses indivíduos, o sucateamento da saúde pública contribui para situação atual, o que gera malefícios como a queda na qualidade de vida e a superlotação dos hospitais.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os problemas na saúde pública deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, tem-se um sistema de saúde pública insatisfatório, com a falta de infraestrutura, produtos e profissionais, além disso, o atendimento é demorado e insatisfatório, que, por conseguinte, gera descrédito da população. Nesse contexto, nota-se que o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, que diz respeito à saúde pública de qualidade para todos, não é cumprido, hodiernamente, no Brasil.

Desse modo, é imperativo ressaltar que essa situação ocasiona em prejuízos à sociedade. De acordo com o Tribunal de Contas da União, apenas 35% dos hospitais não estão sempre em superlotação. Nesse sentido, pode-se observar que o supracitado afeta um grande número de indivíduos que, por conseguinte, implica em queda na qualidade de vida de tais pessoas, que sofrem muitas vezes na fila de espera e com a falta de materiais essenciais à esses locais, ocorre, ainda, que muitos deixam de ir aos hospitais devido ao descontentamento, e fazem uso, por exemplo, da automedicação, que pode ser prejudicial para toda a população, ou, até mesmo deixam suas doenças agravarem. Ora, é antiético da parte do governo permitir que haja tal minimização na qualidade de vida desses sujeitos.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática em meio à sociedade brasileira. Destarte, com o intuito de mitigar o descuido da saúde pública brasileira, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em melhorias nos hospitais públicos - como melhoras na infraestrutura, no sistema de atendimento e aumento no número de médicos, medicamentos e aparelhos de qualidade - de modo que a população terá melhor atendimento e tratamento nesses locais. Apenas dessa maneira, atenuar-se-á o os impactos nocivos do problema no Brasil.