A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 04/05/2020

No filme “Coringa”, Arthur Fleck visita frequentemente a assistência social de Gotham, a fim de receber tratamento médico e medicações, entretanto, por falta de verba, a assistência social fecha, deixando Arthur desamparado, assim a recaída do protagonista tem início. Fora da ficção, no Brasil muitos pacientes com doenças raras correm risco de vida, em virtude da falta de remédios nos hospitais públicos. Nesse sentido, cabe analisar as principais causas, consequências e possível solução para esse impasse.

Inicialmente, vale ressaltar que é alto o custo dos remédios usado para o tratamento das doenças raras, haja vista que o Sistema Único de Saúde (SUS), gastou 11 milhões de reais para o tratamento de apenas 8 pacientes, segundo dados do fórum. Além disso, o Estado não possui boas políticas de distribuição de capital, uma vez por ano gasta 63 milhões de reais em auxílio paletó aos parlamentares, dinheiro que poderia ser destinado ao tratamento de mais de 40 pacientes.

Ademais, o impacto da falta de fármaco nos hospitais públicos faz com que os doentes corram sérios riscos de vida, riscos desnecessários que poderiam ser facilmente evitados com o correto uso de medicação, algumas vezes a espera por remédios é tão longa que eles acabam morrendo. Dessa forma, o direito à saúde pública previsto na constituição não está sendo assegurada a todos cidadãos.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver a questão da judicialização da saúde no Brasil. Cabe aos órgãos competentes, como os Ministérios da Saúde, Economia, Justiça e o Estado, criarem um projeto para ser desenvolvido no fórum, o qual promova debates e discussões acerca dos gastos excessivos e desnecessários do governo, a fim de extingui-los. A partir do corte de gastos, basta investir a economia no setor da saúde. Com tais implementações, o problema poderá ser uma mazela passada na história brasileira.