A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 07/06/2020
O Sistema Único de Saúde(SUS) do Brasil, tem como características prover aos cidadãos medicamentos e serviços gratuitos. Entretanto, com a sua mà administração, os postos de saúde e hospitais públicos não possuem os requisitos básicos previstos na lei. Diante disso, é inegável que, atravéz da judicialização, os indivíduos poderão gozar de seus direitos e ainda, pressionar o governo quanto à gestão e organização do SUS.
Em primeira análise, observa-se que a falta de remédios, exames ou médicos prejudica o atendimento, assim é necessário pedidos judiciais para adquirir-los. De acordo com os Direitos Humanos, todo ser humano tem direito a um padrão de vida, a saúde e ao bem-estar. Sendo assim, a população não deveria esperar meses pela ação jurídica, e sim, quando precisar ser imediatamente atendido.
Vale destacar, ainda, que o grande número de pedidos enviados ao Poder Legislativo, torna-se uma forma de coagir o Sistema Público para aprimorar o SUS. Segundo Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso. Dessa maneira, mesmo não havendo manifestações públicas para o investimento governamental, as reclamações também são uma forma de protesto pacífico para questionar a qualidade do atual Sistema de Saúde.
Portanto, evidencia-se que se trata de uma relação político-econômica. Logo, é essencial que o Ministério Da Saúde e o Poder Executivo, por meio de investimentos nesse setor, atenda a pedidos do povo e melhore as condições das Unidades de Saúde em todo o país, para que haja atendimento adequado aos pacientes, além de contribuir com a acessibilidade de tratamento e cura para doenças raras e letais. Assim, haverá um sistema de saúde de excelência, e que possa cumprir com os Direitos Humanos.