A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 20/07/2020
O documentário “Na fila do SUS” dirigido pela profissional e pesquisadora da área, Ellen Francisco, retrata sobre o impacto que o SUS tem na vida da população mais pobre. Atualmente, a necessidade deste está cada vez mais alta, já que por ele pessoas de menor poder aquisitivo conseguem ter melhor acesso a saúde e atendimento. Entretanto, com tão poucos investimentos e muitos indivíduos a serem atendidos o sistema sofre com falta de verbas e equipamentos.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o SUS é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo. Porém, com a alta demanda, muitas vezes, a falta de medicamentos e vagas faz com que seja necessário que pacientes entrem na justiça para requerer seus direitos de assistência. De acordo com dados obtidos pelo jornal Estado de S. Paulo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ações na justiça contra o SUS crescem 32% em 3 anos para obter tratamentos ou medicamentos não ofertados pela rede pública. Além disso, a demora com a vinda de medicamentos pode causar a piora de alguns casos clínicos, podendo chegar a óbitos.
Em segundo lugar, é visto que os investimentos feitos pelo governo na saúde são limitados. O pesquisador de economia da saúde e consultor do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Funcia, analisou dados do orçamento da União aos quais o CNS teve acesso e averiguou que Orçamento da Saúde perdeu R$ 20 bilhões em 2019 por conta da Emenda do Teto de Gastos.
Portanto, é de extrema importância que o governo disponibilize mais verbas, através de impostos advindos de multas de trânsito, para a saúde, providenciando mais remédios e aparelhos para exames. Podendo assim, evitar o avanço de mais processos na justiça e melhorando a qualidade do atendimento para atender toda a demanda necessária a população.