A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 13/07/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da judicialização da saúde no Brasil. Nesse contexto, tornam-se evidentes como causas dessa problemática da escassez na eficiência da Saúde pública para todos, bem como o longo tempo de espera por medicamentos e tratamentos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde.
Nesse contexto, é preciso ressaltar que a carência na eficiência da Saúde pública se configura como um agravante dessa problemática. Fato é que devido a grande desorganização governamental com o SUS, os pacientes sofrem diretamente com a falta de medicamentos, aumento do tempo de espera por consultas. Logo, é evidente que a organização no SUS é imprescindível para a melhora na saúde pública e diminuição de mortes no Brasil.
Ainda na perspectiva dessa problemática, vale destacar a longa espera por medicamentos e tratamentos nos hospitais públicos assevera esse problema. Dessa forma, é evidente que quando os pacientes necessitados dos serviços do SUS não o obtém dos mesmos buscam ajuda na justiça. Isso pode ser observado na pesquisa realizada pelo CNJ, revelou que a judicialização na saúde cresceu 130% em 10 anos. Esse dado revela que a falta de recursos para os pacientes impede melhores condições de saúde no Brasil.
Torna-se evidente, portanto, que é dever do Ministério da Saúde investir na organização dos hospitais públicos, por meio de melhor encaminhamento de verba para o SUS, utilizando para tratamentos, medicamentos e melhor infraestrutura dos locais de saúde, para que os pacientes do Brasil tenham o direito plenamente exercido do direito à saúde pública. Dessa forma, o Brasil busca-se melhores condições de vida para os pacientes dos hospitais públicos, garantindo o direito a saúde.