A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 09/07/2020

Na Primeira Guerra Mundial, ocorrida em 1914, muitos tratamentos médicos foram impulsionados, deixando um importante legado na medicina. Contudo, mesmo depois de mais de 100 anos desse período, muitas pessoas ainda não tem acesso a medicamentos e tratamentos pelo SUS, buscando solução no Poder Judiciário. Essa problemática tem como causa tanto a ineficácia do sistema de saúde pública quanto a falta de medicamentos em circulação, e, devido a isso, precisa ser minimizada.

A priori, é necessário saber que o SUS não consegue atender todas as pessoas que necessitam de atendimento. Como o Brasil investe menos de 5% do PIB em saúde, falta de médicos, longas filas para consulta, mau atendimento e superlotação são cenários comuns nos hospitais púbicos brasileiros. Prova-se isso com o fato de que, segundo o Ministério da Saúde, 70% da população depende desse sistema e somente metade desse número consegue ser atendido corretamente. Assim, é necessário maior investimento nesse setor, buscando atendimento para todos.

Em segundo plano, é preciso saber também que a falta de medicamentos é uma crise humanitária. Uma das principais causas da falta desses recursos é a irregularidade no fornecimento de insumos farmacêuticos, principalmente matéria-prima, assim como o fornecimento de produtos de qualidade fora dos padrões aceitáveis, uma vez que tende a provocar interrupções no processo produtivo. Nota-se isso com o fato de que, segundo o Ministério da Saúde, mais de dois milhões de pessoas serão prejudicadas pela falta de remédios. Dessa forma, é necessário um fluxo de produção contínuo, visando um estoque controlado de fármagos.

Para minimizar, portanto, a judicialização da saúde no Brasil é necessário que o governo invista mais em saúde, disponibilizando mais verba para que esse setor empregue de forma mais eficiente em recursos, como comprando e estocando medicamentos e contratando bons profissionais, visando um atendimento mais qualificado e rápido, para que a toda população seja atendida e não precise recorrer a ajuda da Justiça.