A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 12/07/2020

Sabe-se que a saúde sempre foi algo levado em conta por toda uma população. Em meados de 1904, o país com suas inovações tecnológicas voltadas para a saúde começou a ser implantadas por meio das vacinas, cujo objetivo era reduzir doenças da época. De imediato a vacina passou a ser rejeitada pela sociedade que não compreendia a extrema importância da mesma. Mais tarde ocasionou-se uma revolta conhecida como “Revolta da vacina”. A necessidade de conter doenças foi tão grande que pesquisas e tratamentos foram surgindo. Até as primeiras décadas do século XX, a assistência médica no Brasil era restrita a uma parte da papulação denominada elite. O setor privado era quem fornecia atendimento e ele não era considerado adequado. Em 1953, foi criado o Ministério da Saúde onde surgiu um sistema único, capaz de atender toda a população de forma pública.

O Sistema Único de Saúde (SUS), abrange desde tratamentos simples a tratamentos mais complexos, o que garante gratuidade. É correto afirmar que no Brasil, cerca de 70% depende exclusivamente do SUS. A demanda de pacientes e tratamentos é tão grande que na maioria das vezes o sistema não suporta, atrasa exames e cirurgias. A falta de remédio básico ocorre com frequência. A dificuldade de encontrar leitos desocupados é imensa o que gera uma superlotação em hospitais. O direito de tratamento básico é de todo brasileiro, no entanto, isso não ocorre na maioria das vezes. De acordo com ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os números de solicitações para a judicialização da saúde cresceram muito entre 2008 e 2017. O que garante ao cidadão direito de recorrer a justiça contra o próprio governo.

Além disso, tal fato mostra que os processos são demorados, ocorrendo desistência ou migração do setor público para o privado. Vale ressaltar que existe aquela parcela da sociedade que não esta por dentro do assunto ou nunca ouviu falar sobre judicialização. Isso impede a recorrência que garante cuidados básicos. É de extrema importância esse olhar mais apurado para os que necessitam. Oferecer atendimento as pessoas é dever de um governo que visa proteger suas população. Judicializar a saúde é dar suporte aos que realmente precisam.

Portanto, faz-se necessária melhorias no SUS, reformas devem ser feitas, remédios não podem faltar. Realizar cirurgias eletivas e emergenciais são de suma importância. Judicializar o sistema é garantir um suporte maior a sociedade  de forma a pressionar o próprio governo. Os brasileiros precisam estar cientes de que podem recorrer e que serão apoiados a tal atitude. Saúde é direito de todos e dever de um bom governo.