A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 13/07/2020
Somente em meados da década de 1980, devido ao processo de redemocratização e às críticas ao modelo de saúde existente que setores organizados na sociedade civil promoveram um intenso debate sobre o futuro da saúde brasileira. Assim, cabe afirmar que a ação judicial em relação a saúde é precária e deve ser discutida citando, principalmente, a falta de acesso ao atendimento em hospitais de redes públicas e verbas disponibilizadas pelo governo para essa problemática.
Em primeiro lugar, são inúmeros os problemas facilmente perceptíveis em relação a prestação de saúde no Brasil como a falta de acesso ao atendimento público. Posto isso, segundo dados do CFM (Conselho Federal de Medicina), há um médico para cada 470 brasileiros. No Norte e Nordeste esse número chega a 953,3 e 749,6, respectivamente. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Ademais, outro problema enfrentado no país possui relação com baixo orçamento dedicado ao sistema de saúde público que é um dos piores da lista dos países que possuem um sistema de saúde público universal. Nesse sentido, há, de fato, atrasos no repasse de verbas públicas e pagamentos aos servidores; filas frequentes de pacientes escassez de recursos financeiros e materiais para manter os serviços; e outros. Consequentemente, a população enfrenta diversos desafios para tratamento da saúde.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para que o problema da judicialização da saúde seja minimizado. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde e, principalmente, ao Estado diminuir gastos em outras áreas, continuar com a distribuição de remédios e investir na infraestrutura dos hospitais, para que, não tenha uma escassez de recursos financeiros e materiais para manter os serviços. Assim, a situação problema vivenciada pela população poderá ser visualizada na realidade de menos brasileiros.