A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 10/07/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a judicialização da saúde torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ineficiência governamental, seja pela má gestão das verbas destinadas a saúde, o problema exige uma reflexão e deve ser combatido.
Primeiramente, é válido salientar que a ineficácia do governo está diretamente vinculada na persistência do problema. Isso porque, o Estado não possui métodos eficazes para financiar medicamentos para os indivíduos incapazes de quitar essa dívida. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no país. Assim, fica evidente que o país imaginado por Policarpo Quaresma ainda está distante de ser concretizado.
Ademais, é importante ressaltar que a má administração do dinheiro destinado a área de saúde também dificulta a a solução do problema. Disso isso, é notória a precariedade das instituições de atendimento à saúde pública em que grande parte da população não consegue um atendimento de qualidade, estando suscetível à um atendimento demorado e em condições de insalubridade. Segundo mídias digitais, o Rio de janeiro apresentou índices de pessoas que não podiam ter seus medicamentos financiados, pois o sistema de saúde apresentou falta de remédio. Dessa forma, é viável destacar a importância do investimento Estatal.
Portanto, é importante entender que o direito de permanecer saudável deveria ser universal par todos os indivíduos. Destarte, é dever do governo mudar esse cenário, por meio do financiamento de unidades públicas de saúde, aumentando em quantidade e qualidade e capacidade. Para que, dessa forma possa haver uma redução eficaz de reivindicações por meios processuais ao governo.