A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 12/07/2020
Cidadania – uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa – quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é saúde pública, pois o cidadão para usufruir dos seus direitos é obrigado a entrar na justiça. Assim, seja pela omissão governamental, seja pela falta de investimento na área da saúde, o entrave permanece e impede a resolução de um problema de relevância pública.
Em primeiro lugar, é válido pontuar que a judicialização da saúde se deve, principalmente, à omissão dos setores governamentais, no que concerne à gestão eficiente do SUS – Sistema único de saúde público. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no país. Devido a essa negligência das autoridades, muitas pessoas são obrigadas a recorrer à justiça para garantir um direito constitucional. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.
Outro fator a ser analisado é a falta de investimento na saúde. Esse fator ocorre em função da má distribuição de verba pelo governo. Exemplos disso podem ser comprovados por dados da revista construção que revelam que o Brasil gastou com sistema público de saúde apenas 3,8% do PIB do País. Logo é substancial a mudança desse quadro.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião – assumir sua função de agente social para as questões da cidadania. Além de destacar o papel do Governo para a sociedade, por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade do problema, com o intuito de reduzir os estereótipos e o silêncio em relação ao assunto.