A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 11/07/2020

A saúde é um direito básico inerente à dignidade humana. Trata-se de um direito social garantido por todos os cidadãos e uma obrigação do Estado, responsável por garantir a implementação de políticas econômicas e sociais destinadas a alcançar um acesso universal e igualitário às oportunidades e muitas vezes nem as autoridades conseguem sanar o problema.

A Constituição de 1988 estipula que todos têm direito à saúde, independentemente de raça, sexo, idade ou classe social. No entanto, em nosso país, o que vemos é a verdadeira negligência dos funcionários do governo na solução de problemas de saúde pública, sem mencionar o alto nível de corrupção e desvio de recursos públicos em infraestrutura, serviços de emergência, hospitais, recrutamento,etc.

Contudo, é necessário enfatizar o isolamento socioeconômico desse direito. Nesta perspectiva, dado que o setor público às vezes é ineficiente, a abordagem adotada por muitos cidadãos é buscar ajuda do setor privado. No entanto, os preços oferecidos nem sempre são compatíveis com a situação financeira da maioria da população, porque são empresas com lógica capitalista rentável. Como resultado, a separação entre pessoas pagas e não remuneradas permitiu que desfrutassem de saúde com mais eficácia, o que impediu muitos brasileiros de gozar desse direito.

Logo, é claro que o serviço nacional de saúde precisa ser reformado. Mas o governo deve melhorar as condições ambientais de trabalho e assistência para que não haja escassez de recursos em nenhuma hipótese sobre assistência ao paciente. Além disso, o estado deve investir em funcionários treinados e qualificados para redirecionar melhor o treinamento médico. Dessa forma, as pessoas ficarão satisfeitas com os bons serviços e qualificações do hospital, e a estrutura do hospital será melhor organizada.