A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 11/07/2020
Para um paciente sofrendo de algum tipo de enfermidade, garantir uma reivindicação judicial em busca de se obter certo tratamento específico para sua doença, muitas das vezes, é um processo desgastante. Os pacientes sofrem não apenas com sua situação, mas também com as inúmeras burocracias a que são dispostos. Além deste fato, a judicialização da saúde não resolve o problema de acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde. Porém, nem todos aqueles que não conseguem o atendimento necessário no SUS sabem dessa possibilidade.
Denotado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Poder Judiciário, entre o ano de 2008 e 2017 houve um crescimento de 130% de exigências judiciais da saúde. O fato lastimável dessas requisições vem por parte da longa espera para a ação ser tomada pelos serviços judiciários. O direito a saúde é garantido pela Constituição, mas pelas diversas burocracias, algumas pessoas fragilizadas pelas suas condições acabam morrendo.
Grande parte dos requerimentos estão direcionados a medicamentos e tratamentos que não são garantidos pela rede de saúde pública e planos de saúde, ou que estão com um valor muito alto na rede privada. Os gastos do governo para cumprir essas determinações judiciais equivalem a cerca de 10% dos investimentos na compra de medicamentos para a rede pública para atender toda a população brasileira.
Portanto, está claro que a forma mais viável e necessária para garantir o direito dos cidadãos brasileiros a saúde é a adequação dos sistemas de saúde, incluindo novos tipos de tratamentos visando também a redução de gastos e formas de se obter medicamentos não disponíveis sem a necessidade de passar pela justiça, visando também a redução dos gastos do Estado.