A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 11/07/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade do governo no que concerne à questão da judicialização da saúde no Brasil. Dessa forma, observa-se que a judicialização reflete um cenário desafiador, seja em virtude do governo não comprir o direito de todos à saúde pública universal, integral, igualitária e gratuita previsto pela CF, seja pela dificuldade, da espera por exames, medicamentos, consultas, entre outros.

Como diz a CF é direito de todos, saúde pública, mas a realidade que o governo traz é outra bem diferente, resultado disso é a população ter que entrar na justiça para terem um atendimento, medicamentos, exames necessários, visto que é direito do governo fornecer isso da melhor forma ao povo. De acordo com Octávio Ferraz na entrevista da UmBrasil sobre judicialização da saúde, ele diz que o Brasil investe 8% do PIB com saúde e menos da metade é investido em saúde pública.

Essa negligência do governo resulta na dificuldade de adquirir medicamentos, consultas, exames, entre outros. A falta de verba leva a alguns SUS estarem caindo aos pedaços, tendo falta de medicamentos, falta de profissionais para atender os pacientes e isso tudo resulta na lotação desses lugares, na grande espera por atendimento, em mortes nos leitos e também a procura judicial.

A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados na necessidade da busca judicial para que se tenha acesso a saúde. Portanto, o governo deve aumentar os investimentos na saúde e priorizar a saúde pública, por intermédio de investimentos, com diminuição da procura judicial. Como resultado dessa nova perspectiva, ocorrerá uma melhoria no sistema de saúde e na vida dessas pessoas.