A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 11/07/2020
Uma das questões atemporais que vem sendo discutida no país é a judicialização da saúde, que é a alternativa de busca de tratamento e medicamento negado pelo SUS, por falta de orçamento ou previsão. Prova disso é a enorme falta de orçamento negada aos cidadãos, por meio da saúde pública em relação aos medicamentos e aos tratamentos necessários. É necessário compreender que, mesmo sendo público ou privado o paciente tem o seu direito ao atendimento da saúde, já que ele paga por isso mesmo as vezes sendo de graça.
É essencial, em um primeiro olhar, observar que, o Brasil é um país onde sua base é extremamente desigual e maior parte da população sofre com isso. Nesse sentido, podemos citar sobre as redes de saúde, a rede privada de saúde teve forte expansão no ano de 1960, e até hoje ela oferece melhores recursos médicos aos pacientes, já a rede pública de saúde surgiu um pouco a frente, em 1980, a sociedade criticava o porque de somente se ter uma rede privada. É inegável que os hospitais públicos não oferecem total atendimento médico necessário a toda população, já que ainda faltam muitos recursos para essa assistência.
Outro ponto determinante a ser analisado nessa discussão é o fato de que, a falta de materiais, medicamentos e tratamentos que os hospitais da rede pública deixam de oferecer, é por conta da falta de verba que vem do governo. Em consequência disso, muitas pessoas deixam de realizar seu tratamento, ficam dias enfrentando filas nos hospitais na espera de um simples atendimento, adoecem mais e muitas vezes acabam morrendo. É oportuno lembrar que, devido a essa falta de orçamento e previsão vindo do SUS, a judicialização entra em vigor, querendo relatar e dar o direito de qualquer cidadão.
A luz desse retrato preocupante no cenário brasileiro evidencia, portanto, a necessidade de medidas preventivas. Portanto, o Ministério da Saúde deve promover maiores verbas aos hospitais e clínicas públicas para eles conseguirem dar melhor assistência médica aos pacientes, e também deve investir mais nas construções dessas redes, com aparelhos melhores e profissionais capacitados. Para que assim, todos possam viver em uma sociedade onde se pode receber um bom tratamento e um atendimento médico necessário a sua saúde.