A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 12/07/2020
O aumento de processos na justiça em busca de medicamentos para tratamentos de doenças no Brasil aumenta a cada ano e isso é um reflexo de um sistema de saúde pouco eficaz. Mas o Brasil segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), está em 9° no ranking de países que mais gastam com a saúde, 45% com a rede pública e 55% com a parte privada, de um total de 8% do seu Produto Interno Bruto (PIB).
A falta de recursos nos hospitais, principalmente nos públicos, ocorre por má gestão de dinheiro, distribuição e pela grande demanda de usuários, pois com o aumento do desemprego a um fluxo maior de pessoas para esse setor ocasionado um congestionamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso vem a demora de ser atendido, a fila cresce e muitos pacientes optam a ir no juiz pedir a liberação do medicamento necessário.
A busca na justiça por medicamentos em 2016, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) teve uma abertura de 103.896 novos processos. Essa alternativa serve como última tentativa para obtenção de remédios ou tratamentos , pois quando é usado indevidamente pode prejudicar todos os beneficiários daquele plano e um custo além do planejado.
Portanto, para que haja uma queda nos números de processos, que são feitos geralmente por pessoas da rede pública, deve-se haver um maior investimento nesse setor por parte do governo. A distribuição do dinheiro tem que ser proporcional a onde a demanda for maior e para que isso seja feito os hospitais devem mandar os dados para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) que fará a comparação determinando a onde deve aplicá-lo.