A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 13/07/2020

No Brasil o sistema único de saúde (SUS), geralmente, é alvo de muitas discussões, dentre elas a judicialização da saúde, a qual se torna um fator muito relevante, pois dificulta o acesso das pessoas a determinados medicamentos e tratamentos acerca de doenças e enfermidades mais raras o que vai contra o código dos direitos humanos, o qual afirma que todo ser humano tem direito a saúde.

Sabe-se que o SUS é um dos únicos sistemas de saúde público no mundo, porém apresenta falhas de gestão e aplicação de investimentos em vários pontos, portanto essas falhas acabam por dificultar e diminuir drasticamente a eficiência do serviço oferecido. Um desses serviços é a distribuição de medicamentos específicos, que muitas vezes não são fornecidos pelo plano de saúde do SUS, posto isso muitas pessoas precisam de recorrer a processos judiciários para conseguir o tratamento que precisam.

O sistema de judicialização da saúde além de ser de um método lento e ineficaz devido à as várias complicações do poder judiciário que apresentam elevada burocracia, muitas vezes, a população que necessita desse serviço não apresenta conhecimento dessa informação, o que dificulta ainda mais o processo e assim essas pessoas acabam por ficarem a mercê de um tratamento, que eles não sabem que poderiam obter pelo sistema único de saúde.

Portanto, é evidente a ineficácia do processo de judicialização da saúde, visto que é necessária muita burocracia e elevado período para obter o requerimento para o medicamento necessário, posto isso é necessário que o governo promulgue campanhas e propagandas de informação para que as pessoas tenham o conhecimento desse serviço, e que haja diminuição da burocracia para tal. Além de produzir estoques e facilitar o acesso a tais medicamentos com intuito de melhorar tanto a gestão do SUS como também do processo para que as pessoas possam obter com maior facilidade seu tratamento.