A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 12/07/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto percebe-se a irresponsabilidade do governo no que concerne à questão da judicialização da saúde no Brasil. Dessa forma observa-se que essa judicialização reflete um cenário desafiador, seja em virtude da escassez de recursos financeiros públicos e privados na área da saúde, seja pelo tempo de espera muito longo para a realização dos procedimentos.
De acordo com o relatório da Organização Mundial de Saúde o Brasil está em nono lugar no ranking de países com mais gastos com saúde porém no cenário o qual o Brasil se encontra os investimentos financeiros não são suficientes para arcar com todas as demandas, ainda existe protocolos e doenças que a rede pública não atende sendo assim há negligência da parte do governo no quesito administração de tais recursos financeiros.
Sendo assim o tempo de espera por atendimentos é extremamente longo acarretando doenças psicológicas nos pacientes pela ansiedade e angústia durante o tempo de espera nesse sentido ocasiona a judicialização da saúde com processos demorados e há um gasto ainda maior por parte do governo, gasto que poderia ser direcionado ao próprio tratamento que está sendo judicializado. Vale ressaltar que o acesso à saúde é um direito constitucional logo, não seria necessários que os cidadãos recorressem a processos judicias para ter acesso a tratamentos médicos.
A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicativos na judicialização da saúde no Brasil. Portanto, o Ministério da Saúde deve promover uma gestão eficiente para os recursos financeiros e a inclusão de novos protocolos no sistema de saúde, por intermédio de audiências e seminários com aperfeiçoamento dos procedimentos e evitar futuros conflitos. Como resultado dessa nova perspectiva ocorrerá a diminuição da judicialização da saúde, gastos desnecessários como também a criação de novos protocolos que assegurem o direito à saúde a todos.