A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 13/07/2020
O soldado e escritor francês Charles Saint-Evremond tinha como essência a crença de que a saúde, assim como a fortuna, deixa de favorecer os que abusam dela. Com isso, torna-se inevitável a discussão sobre a judicialização da saúde no Brasil, cujas principais causas encontram-se na corrupção enraizada no cenário político brasileiro e a incapacidade do governo em gerir o sistema de saúde publica. Causas essas que refletem uma realidade complexa no país.
Acerca do supracitado, é necessário acrescentar que desde o início do processo de globalização no mundo a sociedade mudou drasticamente. Com a construção de grandes industrias e centros comerciais, e com o poder cada vez mais centralizados na mão de poucos, houve o agravamento da corrupção nos meios públicos, e o Sistema Único de Saúde (SUS) é um grande exemplo disso. Ou seja, grande parte da culpa das filas enormes e a falta de equipamentos da-se por esses poucos que usam a verba destinada para uso publico para seus próprios fins.
Ainda mo contexto dessa discussão, torna-se importante acrescentar que, segundo a Constituição Federal vigente, todo cidadão tem direito ao acesso aos meios de saúde publica. Sendo assim, cabe aos órgãos governamentais não só financiar, mas também garantir que a verba seja utilizada para a finalidade proposta. O que infelizmente não acontece, já que o SUS vem cada vez mais mostrando sua incapacidade de atendimento e gerenciamento.
Diante do exposto, torna-se evidente que para melhorar a judicialização da saúde no Brasil é preciso adotar medidas. Para isso fica a cargo do Ministério da Saúde trabalhar na manutenção de ferramentas para garantir o melhor funcionamento do SUS e disseminação de projetos de apoio com a parceria de plataformas midiáticas, como por exemplo Globo e Record, no intuito de assegurar que todos tenham direito àquilo que é garantido pela Constituição. Somente assim poder-se-á criar uma sociedade melhor.