A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 12/07/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, os cidadãos são assegurados do direito ao acesso à saúde, porém muitas vezes o processo de judicialização da saúde não é completamente eficaz e atrasa a cura de pacientes necessitados de tratamentos e remédios específicos.
Pessoas diagnosticadas com câncer, por exemplo, enfrentam jornadas com extremas dificuldades, desde a instabilidade emocional até a rotina de frequentar hospitais, além do mais, são sujeitas a enfrentar diversas batalhas para conseguir o tratamento. O Sistema Único de Saúde (SUS), oferece recursos terapêuticos para a doença, como a Unidade Básica de Saúde (UBS), que cuida do atendimento preventivo da população e realiza exames básicos, mas ainda assim, a oferta de meios diagnósticos são limitadas e a falta de investimento na formação de médicos no Brasil também é um problema.
Estudos realizadas pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo mostram que o Brasil investe na saúde, apenas um percentual de 8,7% do valor arrecadado com impostos. De acordo com um dos coordenadores das pesquisas, os dados revelam uma contradição na postura brasileira, diante das características do sistema de saúde do país, que pretende ser universalista e é financiado por toda a população.
Contudo, propõe-se aos representantes da organização do SUS que concretizem os direitos dos seus pacientes e entrem com um maior investimento na formação de médicos, mais pesquisas que agregam nos tratamentos, e que ampliem as informações para que todos consigam ter acesso, para que assim, possam ser totalmente eficaz na cura dos brasileiros necessitados.