A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 27/08/2020
Segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está em nono lugar no ranking de países com mais gastos com saúde, um total de 8% do PIB: sendo 4,4% com gastos privados (55% do total) e 3,8% com gastos públicos (45% do total). Esses dados demonstram que o gasto privado em saúde é superior ao gasto público, diferentemente do padrão de países desenvolvidos com sistemas parecidos.
Mestres e doutores da área jurídica que estudam o direito a saúde acreditam que a precarização da saúde pública qual como conhecemos, vem do modo como a relação público/privada foi estabelecida: permitindo que o Estado conceda medidas que proponha a estabilidade e expansão do setor privado, diminuindo a possibilidade de financiamento e qualificação do SUS.
Um exemplo atual da precaridade do SUS, ocorre na pandemia do coronavírus, falta de equipamentos essenciais como respiradores e também leitos de UTI levaram diversas pessoas contaminadas terem que pedir judicialmente vagas nas Unidades Intensivas, também como a falta de remédios para o tratamento evidenciam o caos na Saúde Pública do Brasil. Porém mesmo com autorização judicial devido a demora da justiça para analisar os processos, muitos brasileiros perderam à vida antes da resposta judicial…