A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 05/08/2020
Historicamente, as políticas existentes no Brasil sempre buscaram realizar as aspirações dos aristocratas, existentes no período colonial, monárquico, oligárquico e até na república. Nesse sentido, as necessidades básicas da população como educação, saúde e moradia são os principais problemas sociais da atualidade, visto que, o Estado é ausente. Desse modo, a judicialização da saúde possui caráter dual pois ao mesmo tempo que torna efetiva a realização das necessidades dos cidadãos doentes também reflete no descaso do governo.
A princípio, o “achamento” do continente brasileiro resultou no massacre de milhares de índios devido a doenças trazidas pelos europeus. Outrossim, a chegada da corte portuguesa na América resultou na maior porcentagem de tráfico de escravos já existente. A partir disso, as revoltas pelo fim da escravidão, centralismo monárquico e pela miséria dos marinheiros impulsionaram um novo período, a república Oligárquica. Nessa, o privilégio da política de alianças foi nomeado de “Política dos Governadores”, em que os governos no poder impediriam a entrada de outros governantes que não fossem dos de São Paulo ou Minas Gerais. Por fim, o descaso histórico que efetiva-se até os dias atuais é explícito ao analisar a data de criação do Sistema Único de Saúde (SUS), que foi implantado apenas em 1988.
Nesse sentido, devido a ausência do Estado a Organização das Nações Unidas (ONU) com o projeto Agenda 2030 promove modificações a diversos países com objetivo de atingir o desenvolvimento sustentável. Dentre eles está a “Saúde e bem estar” que busca sanar problemas relacionados a falta de estrutura dos países periféricos. Logo, o Brasil como uma das grandes economias deve ser auxiliado pelo ONU a fim de realizar as modificações necessárias.
Afinal, é imperioso que o Governo Federal destine novas remessas de verbas para o Sistema Único de Saúde (SUS) com a implantação novos centros de atendimento ao homem e a mulher, além de ampliar a lista de medicamentos fornecidos pelo Estado. Somente assim, a valorização da vida do brasileiro será realizada e a política de privilégios abolida.