A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 02/09/2020
A judicialização da saúde no Brasil.
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Saúde. Conquanto, a desordem no eixo hospitalar público impossibilita que a população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada e que seus cidadãos desfrutem de seus direitos.
O acesso a saúde é um direito de todo cidadão. O Brasil possui o Sistema Único de Saúde (SUS), com o intuito de gerar acesso a saúde para todos os cidadãos. Entretanto, há muitas falhas em seu funcionamento como, por exemplo, desordem no atendimento, falta de medicamentos e falta de vagas para internação de pacientes. Segundo o Conselho Nacional de Saúde cerca de 190 milhões de pessoas são atendidas pelo SUS, sendo que 80% delas dependem exclusivamente do sistema para tratar da saúde. Isso tem sido um grande problema na situação de saúde mundial atual, pois problemas como falta de leitos se mostram ainda mais evidentes com a pandemia do novo covid-19.
Faz-se mister, ainda, salientar a negligência do Governo como impulsionador dessa falha no sistema de saúde público. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solides nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica de modernidade liquida vivida no século XXI. Diante de tal contexto, o governo se mostra insólido, com ações negligentes referente à saúde.Tal descaso tem como conseqüência a ocorrência de diversos processos judiciais contra o sistema de saúde, trazendo grandes impactos financeiros ao mesmo.
Infere-se portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a fundamentação de um sistema de saúde eficiente e sólido. Dessa maneira, urge que o Governo deve investir no Sistema Único de Saúde com construção de novos hospitais, um maior investimento em medicamentos e contratação de novos funcionários, a fim de atender com qualidade e eficiência as necessidades hospitalar de seus cidadãos. Tendo como conseqüência a diminuição de ocorrência de processos judiciais, trazendo benefícios à ambos. Dessa forma, o Brasil poderia superar o problema.