A judicialização da saúde no Brasil.

Enviada em 06/09/2020

A saúde no Brasil é prevista como direito de todos segundo a Constituição de 1988, pelo menos em teoria, porque na prática é diferente, visto que há uma grande judicialização da saúde, ou seja, o difícil acesso a medicamentos e atendimento médico à população. Dessa forma, é mais que necessário discutir esta temática, a partir do conhecimento de que é um direito humano e deve incluir com amplitude toda a sociedade brasileira.

Criado em 1988 através da Constituição Federal Brasileira, o Sistema Único de Saúde (SUS), visa atender a todos garantindo a saúde a comunidade, no entanto, existem alguns fatores que colaboram para que isso não seja uma realidade, como por exemplo, a falta de leitos, uma situação mais que atual graças ao covid19, o atendimento de baixa qualidade, a falta de recursos e materiais para manter os serviços, entre outros problemas que promovem a inacessibilidade e afetam principalmente o sistema público.

Por Consequência, aqueles que não fazem parte de uma elite que possui acesso à medicamentos e atendimento privado, sofrem a partir das problemáticas citadas anteriormente, o que aumenta os níveis de doença, aumenta a necessidade de remédios, logo, aumentando também a necessidade de assistência médica. Com o déficit do auxílio provido através do plano público, é possível notar a buscas por um plano privado, que possui uma taxa altíssima a ser paga, sendo outra razão que dificulta o alcance à saúde.

Em síntese, é mister que hajam melhorias urgentes no sistema de saúde e no acesso a este. A Constituição brasileira deve financiar e disponibilizar mais verbas para hospitais, deve providenciar remédios e os devidos materiais e médicos com boa capacitação, além da construção de mais hospitais para o atendimento da população em geral, entre outras propostas para tentar igualar o nível do sistema público com o privado e promover acesso à saúde aos cidadãos brasileiros.