A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 04/09/2020
Cidadania – uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa – quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é saúde brasileira, pois o cidadão é impedido de usufruir dos seus direitos. Com efeito, visando ao enfrentamento do problema, faz-se necessário um debate entre Estado e sociedade acerca dos desafios para garantir o bem-estar e uma população saudável.
A priori, é necessário destacar que, apesar de a Constituição Federal Brasileira garantir o direito básico a saúde, não é o que se observa em muitos estados do país em relação ao mesmo. Isso porque o Estado que, segundo o sociólogo britânico T. H. Marshall, tem a responsabilidade social de dar a seus cidadãos um mínimo bem-estar e segurança econômica, não cumpre o seu papel. Logo, é mister afirmar que esse problema afeta a sociedade como um todo e , por isso, precisa ser combatido.
Por conseguinte, discussões importantes, como sobre a judicialização da saúde têm ficado à margem das prioridades da população brasileira. Nesse viés, é importante salientar o papel da sociedade brasileira, visto que o controle social representa uma ferramenta indispensável para combater a omissão do governo frente ao problema. De acordo com o filósofo e sociólogo alemão Theodor Adorno a emancipação do cidadão deve partir da autonomia e da autorreflexão. Portanto, faz-se mister que o brasileiro se veja como parte integrante da comunidade em que vive, pois só assim será capaz de nela intervir.
Portanto, indubitavelmente, são necessárias medidas capazes de contornar a situação. Sendo assim, cabe a mídia influenciar na equalização do direito a saúde - com o exemplo nos atos de figuras públicas de alta influência- por meio de propagandas e publicações em redes sociais, para que a taxa de obesidade possa diminuir. Dessa forma, notar-se-á que a implantação de tais medidas melhora a agravante e do país.