A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 05/09/2020
A saúde é um direito constitucional inerente a todos os brasileiros e deve ser garantido pelo Estado, independente da classe social do cidadão. Porém, algumas situações impedem que esse dever do estado se concretize com total eficiência, são impedimentos que vão de uma simples falta de mão de obra especializada nos hospitais até problemas mais graves que podem envolver corrupção que acaba desviando a verba destinada para esse fim.
Quem acaba sofrendo diretamente com essa triste situação é a classe mais baixa da população que depende exclusivamente do sistema público de saúde, e é por conta da falta de informação e de instrução dessa grande fatia da população que esses problemas se arrastam ao longo dos anos e se tornam cada vez mais graves tendo em vista o crescimento da população, somada a injusta distribuição de renda onde o pobre continua mais pobre e o rico mantem seus privilégios, o que automaticamente sufoca o sistema publico de saúde.
Contudo, nos dias atuais, esse cenário vem se modificando aos poucos, de uma forma bem lenta, mas que já tem despertado nas pessoas que cumprem com suas obrigações de cidadão o entendimento de que merecem ser melhor atendidos pelo Estado. Existe nos dias atuais uma crescente demanda judicial contra o poder público de pessoas cobrando seu direito a saúde, exigindo do estado que cumpra com sua obrigação, fornecendo medicação de alto custo, vagas em leitos de hospitais, tratamentos de reabilitação e outros procedimentos mais complexos, isso porque o sistema público de saúde tende a oferecer apenas o tratamento básico.
Diante dessa situação deve a união concentrar forças em prol da correta distribuição de verba e melhoria do acesso à saúde, promovendo ações de politicas pública que intensifiquem os cuidados, principalmente aos mais pobres, promovendo uma medicina preventiva para evitar um colapso no sistema de saúde e que municípios com recursos mais escassos não sejam prejudicados com ações que os condenem a arcar com tratamentos caros que ultrapassam seus orçamentos, o que seria também prejudicial para população, pois os recursos que atenderiam a muitos seriam destinados a poucos.