A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 29/10/2022
A afirmação “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, atribuída à filósofa Simone de Beauvoir, retrata a inércia da população frente aos problemas do cotidiano. Para além da afirmação, observa-se uma estagnação da sociedade referente às problemáticas encontradas na judicialização da saúde no Brasil. Nesse viés, torna-se crucial analisar as consequências desse revés, dentre as quais se destacam a falta de insumos nos hospitais e salários dos médicos atrasados.
Em primeiro lugar, é preciso destacar a inatividade do Estado que potencializa a adversidade da negligência. Esse contexto de inoperância por setores de poter exemplifica a teoria do filósofo Jonh Locke, que descreve a incompetência do governo como violação do contrato social. Sob essa ótica, devido a baixa atuação das autoridades, tem como efeito a falta de insumos nos hospitais, quando chega um mandado à secretaria de saúde com ordem de gastar milhões de reais que não estavam previstos, os valores calculados anteriormente não estão mais disponíveis e deixarão de ser adquiridos.
Além disso, é igualmente importante apontar os salários atrasados dos médicos como outro fator. Posto isso, é notório os hospitais no Rio de Janeiro estarem lotados de pacientes e possuírem poucos médicos para o atendimento, como foi televisionado pelo Jornal Nacional em 2014. Diante de tal exposto, ao mexer no orçamento sem estratégia, falta recurso para os pagamentos e muitos médicos recusaram ir trabalhar, visto na matéria jornalística transmitida em 2014. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, para a judicialização da saúde no Brasil, urge que o Ministério da Saúde crie leis junto com os políticos, como as que garantirão o que for preciso para o tratamento do paciente, por meio da câmara e do senado. Somente assim, a quantidade de judicialização diminuirá e os orçamentos estarão intactos assim como foram planejados estratégicamente. Ademais, o ministro junto aos políticos devem conversar e votar o quanto antes essa medida. Assim, a população não terá de se habituar com a estagnação da sociedade referente aos problemas.