A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 11/11/2019
Em nosso país, há um debate sobre os possíveis benefícios da legalização dos jogos de azar, dentre os quais podemos realçar a criação de empregos, o aumento dos impostos coletados pelo Estado e a disponibilização, ao público, de alternativas de entretenimento nunca antes vistas. Em contrapartida, podemos considerar o passado da cidade de Las Vegas, um reconhecido centro dos jogos de azar, para melhor compreendermos os custos dessa mudança. Por décadas, organizações criminosas de várias partes dos Estados Unidos controlaram a cidade e seus cassinos, usando-os como fontes de renda e Postos de lavagem de dinheiro. Ademais, com o passar dos anos, as operações desses estabelecimentos foram progressivamente modificados para aproveitarem-se de vulnerabilidades psicológicas de sua clientela e maximizar os lucros para casa. A legalização de tais práticas constituiria um desserviço à nação, uma vez que abriria as portas para a exploração em larga escala de segmento suscetíveis de nossa população. Especificamente, Tal como ocorreu em Vegas, as companhias em controle dessas operações empregarão serviços de psicólogos e pesquisadores para tornar seus jogos e máquinas mais viciantes. Estas instituições buscarão tomar vantagem de mecanismos psiconeurológicos da mente humana para lucrar com a potencial ruína de seus clientes. Além destes abusos contra seus fregueses, esta indústria também acabará por envolver-se com o crime organizado extensamente presente no Brasil. Portanto, aqui terminam os paralelos com a cidade de Las Vegas, pois ela é, e foi, o único local onde os jogos eram legais. Reconhecendo o potencial turístico da área, as entidades criminosas envolvidas coordenaram-se para evitar a violência e manter altos níveis de atratividade. Caso a legalização ocorra em todo o território nacional, ou mesmo em várias cidades, nossos foras-da-lei não terão motivos ou incentivos para conterem-se e, levando em conta que nossa taxa de homicídios em 2018 era 30 vezes maior que a da Europa, teremos de lidar com agudo aumento na violência que já pé chega perto dela aleijar-nos. Dessa forma, tendo em mente os danos que a legalização dos jogos de azar pode ocasionar ao nosso povo, é imperativo que ela não ocorra. Para tal, é necessário que indivíduos organizem-se dentro de suas comunidades para formar blocos e clubes em oposição aos jogos de azar. Estas entidades devem, então, mobilizar-se contra qualquer candidato, seja o cargo no legislativo ou executivo, cuja campanha inclua qualquer proposta de legalização. Com uma opinião pública tão Clara e vocal sobre o assunto, proposta alguma terá sucesso ou mesmo tração suficiente para transitar no processo legislativo.