A legalização dos jogos de azar no Brasil.

Enviada em 12/11/2019

Em filmes e séries americanas e europeias podemos ver a presença de jogos de azar nos cassinos e festas populares. Porém, no Brasil, as partidas são proibidas. O apoio à legalização desse entretenimento busca a salvação da economia do país, mas para que isso ocorra, terá que colocar a população na miséria.

A diversão nas competições traria, de acordo com os projetos que tramitam no Congresso Nacional, um aumento na arrecadação de tributos de mais de R$ 29 bilhões, em um período de três anos. Sendo a legalização mais do que uma mera opção cultural.

De acordo com Pedro Trengrouse, professor da Fundação Getúlio Vargas que publicou um estudo sobre o tema, a regulamentação dos sites de apostas no país geraria mais de R$ 2,7 bilhões em impostos. Com o dinheiro ganho, o país conseguiria suprir a perda de verba para a corrupção e poderia aplicá-la em serviços públicos.

Ao mesmo tempo em que o Estado ganha dinheiro, os participantes do jogo perdem, colocando-se assim na miséria. Muitos jogadores acabam viciando-se, agregando suas dívidas, pondo suas vidas abaixo da linha de pobreza. A Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou o jogo compulsivo no Código Internacional de Doenças, ao lado da dependência do álcool, cocaína e de outras drogas.

Portanto, para proteger os cidadãos brasileiros de um vício, o Poder Executivo deve verificar de que a lei esteja funcionando, proibindo os jogos de azar. Dessa forma, a sociedade pode viver sem colocar em risco sua saúde mental ou situação financeira.