A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 26/03/2020
Segundo Zygmunt Bauman pensador polonês a falta de solidez na relações políticas, sociais e econômicas é marco da “modernidade líquida” vivenciada a partir do século XX. Hodiernamente esse panorama auxilia na análise da legalização dos jogos de azar no Brasil, já que o mesmo mostra a quebra de paradigmas nas iterações sociais, que se tronaram mais fluídas e menos concretas. Destarte é necessário analisar as razões que levaram essa problemática se tornar realidade no mundo contemporâneo, a fim de compreende-la
Em primeiro, plano evidencia-se a possibilidade de corrupção por meio de lobbys que favoreçam um grupo especifico de jogadores. Esse fato ocorre por conta do capitalismo, modelo econômico vigente desde o fim da Guerra Fria, 1991, que estimula uma vida voltada ao capital. Dessa maneira, grupos maliciosos montariam organizações criminosas no intuito de obter vantagens perante os demais jogadores, favorecendo a si mesmos e consequentemente tendo uma maior probabilidade de lucro nos jogos de azar. Com isso, os jogos não apresentariam igualdade, mostrando a concentração exacerbada do capital nas mãos de um grupo em específico.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o surgimento do vício nos jogos. Segundo a teoria da Habitus do sociólogo Pierre Bordieu, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e reproduzidos pelos indivíduos. Nessa perspectiva, um cenário com elevado movimento de capital torna-se propício para essa atividade pois o jogador na idealização de ganhar e acumular capital passa a ter uma grande frequência nesses locais. Dessa forma, o hábito repetitivo dos jogos de azar, pode trazer prejuízos ao viciado e as pessoas que convivem com esse, causando irritabilidade, desconforto e até mesmo a falência.
A luz do exposto, o combate a liquidez citado inicialmente, com propósito de impedir a legalização dos jogos de azar no Brasil, torna-se imprescindível e de caráter urgente. É imperioso que o Governo Federal, através do Ministério da Justiça e Segurança Pública impeça a legalização dos jogos de azar no Brasil, fortificando as leis que o proíbem, aumentando as punições para os que forem pegos com jogos clandestinos, a fim de evitar que organizações criminosas lucrem com ás práticas ilegais. Urge também, que ONGS realizem palestras socioeducacionais, orientando sobre a necessidade da ilegalidade dos jogos de azar e alertando sobre os malefícios que o mesmo pode trazer para toda a população, com o fito de livrar a população dos vícios e as percas que esses jogos proporcionam para todos. Sendo assim será possível construir uma sociedade mais justa e menos maliciosa.