A legalização dos jogos de azar no Brasil.
Enviada em 27/03/2020
O golpe perfeito.
O governo brasileiro quer arrecadar mais impostos. “Não basta ganhar o suficiente precisa de mais.”, trecho mencionado no filme “Quebrando a Banca”. O filme mostra os métodos para conseguir dinheiro fácil, com os jogos de cassinos em Las Vegas, o personagem Ben precisa de dinheiro para pagar os estudos na Harvard, mesmo após conseguir insiste em continuar pelo método que utiliza quatro informações principais trocadas através de sinais corporais.
“Passar a mão no cabelo sedoso: sai fora, agora.”, legalizar os cassinos como forma de aquecer a economia segue a linha de raciocínio de que os fins justificam os meios. “Passando a mão na testa: o baralho está esfriando.”, para os governantes a liberação dos cassinos seria uma forma de recuperar o tempo perdido em termos do potencial turístico do país e da arrecadação proveniente desse tipo de entretenimento.
“Tocar no olho: precisamos conversar.”, atualmente no Brasil, as apostas legalizadas se restringem à Loteria da Caixa Federal, administrada pelo Estado e o repasse para programas do governo em 2019 somam R$ 5,83 bilhões. “Braço cruzado: a mesa é quente.”, os projetos que tramitam no Congresso Nacional, a legalização de cassinos, bingos, apostas eletrônicas e do jogo do bicho seria responsável por um aumento na arrecadação de tributos de mais de R$ 29 bilhões, em um período de três anos.
“O debate fica restrito a questões morais, enquanto no mundo inteiro o assunto é tratado como uma atividade econômica”, afirma Magno José Santos de Sousa, presidente do Instituto Jogo Legal. Mesmo com a iniciativa do maior número de partidos apoiadores é a que propõe direcionar a programas de saúde 15% do faturamento dos bingos, no entanto, esquece que há impacto na família de pessoas viciadas na prática, que é preciso destinarem 15% somente para recursos para tratamento de viciados em apostas.